“Jesus respondeu-lhe declarando:
Em verdade, em verdade te
asseguro que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.” João 3:2 (BKJ)*
Jesus ao
explicar sua doutrina a um doutor da lei chamado Nicodemos, que era fariseu,
membro do supremo tribunal dos judeus, isto é, uma autoridade religiosa, afirma
que o reino de Deus só poderá ser vivenciado por uma pessoa que nasce
novamente.
É claro que
essa expressão soou muito estranha aquele homem que conhecia bem a Torá, os
profetas e toda escritura. Nicodemos certamente nunca imaginou que Jesus diria
algo que ele não entenderia. Mas Jesus em sua bondade e misericórdia explica a
Nicodemos que somente uma pessoa que é “nascida do Espírito” pode entender as
coisas de Deus.(João 3:5-8) Jesus vai explicando até o versículo 21, sobre a importância
de uma nova natureza para ao menos “ver” o Reino de Deus. Isso realmente faz
toda a diferença para uma pessoa que é apresentada ao evangelho, para alguém
que quer entender as coisas de Deus e praticar sua palavra. E essa obra que é feita pelo próprio Espírito de Deus em nós começa com a convicção do pecado.
Hoje terminei
de ler um livro excepcional: “O Peregrino” de John Bunyan*. Já havia assistido ao
filme, mas não me chamou muito a atenção, e em certa altura até achei meio
entediante. Mas o livro é maravilhoso, muito diferente do filme! Nesta alegoria
Bunyan mostra a luta da alma do homem para vencer a natureza e o desejo carnal
até que enfim ele entenda o sentido verdadeiro da cruz e do Reino de Deus. E o
mais curioso é que “Cristão” o personagem principal da obra, depois de muito meditar
sobre o pecado e juízo, somente se livra do fardo após passar pela porta
estreita e encontrar cruz. E vejo tantos
“cristãos” há anos nas igrejas com fardos pesadíssimos sem encontrar se quer o “ caminho para a porta
estreita”. Aconselho a leitura deste
livro, em que encontramos frases como:
“...é pelo
despertar para o pecado que Deus começa a conversão do pecador” p.181
“... a fé é falsa quando ....porque você aplica a justificação da justiça pessoal de Cristo a sua
própria justiça.... essa fé não faz de Cristo justificador de sua pessoa, mas
de seus atos, o que é falso.”p. 194
“... se arde
o seu desejo pelo céu em virtude apenas da ideia e do medo dos tormentos do
Inferno, quando a ideia do Inferno passa e os medos da perdição esfriam, também
esfriam os desejos pelo céu e pela salvação.” p. 199 (explicando a passagem de
2 Pedro 2:22)
O mais
maravilhoso nesta obra é a valorização das heranças eternas em detrimento as
conquistas terrenas. John Bunyan, mostra em seus outros livros como ele
pessoalmente lutava em oração contra sua natureza pecadora no tempo de sua
conversão. Veja este trecho:
É preciso um despertar para a urgência da convicção
pelos pecados. Enquanto tratarmos os nossos pecados como inofensivos não
conseguiremos “amar o que Deus ama e odiar o que Deus odeia”. Na pregação abaixo
do Pr. Paulo Junior*, você poderá entender mais sobre o pesar pelos pecados, ele
inclusive cita a luta de John Bunyan pela convicção pelo pecado.
Paz!
Giuliana Troilo de Oliveira.
*Fontes:
Bunyan, John. O Peregrino, São Paulo, Editora Mundo Cristão, 2006 (versão na linguagem atual).
Boyer, Orlando. Heróis da Fé, 2 edição, Rio de Janeiro, CPAD, 1995.
Biblia King James - Atualizada - BV books
Blog Defesa do Evangelho: http://www.defesadoevangelho.com.br/assista/
Paz!
Giuliana Troilo de Oliveira.
*Fontes:
Bunyan, John. O Peregrino, São Paulo, Editora Mundo Cristão, 2006 (versão na linguagem atual).
Boyer, Orlando. Heróis da Fé, 2 edição, Rio de Janeiro, CPAD, 1995.
Biblia King James - Atualizada - BV books
Blog Defesa do Evangelho: http://www.defesadoevangelho.com.br/assista/


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